Em Bali, os táxis são um caso à parte, pois são muitas as
histórias de trampolinagens dos taxistas balineses. Vamos começar pela chegada,
já na saída do aeroporto.
Assim que a gente passa pela imigração e , em seguida, costumes
e carregadores de bagagem sacanas, precisará de um táxi, a menos que seja um sortudo
que tem alguém esperando na chegada. O táxi é a única opção, especialmente se
chegar em um vôo que aterra muito cedo.
Ao sair do aeroporto, de cara o chegante é confrontado
por taxistas que querem levá-lo. Tem de perguntar a eles o quanto e continuar
andando e falando pra passar por eles. Desta forma, vai ter um "valor aproximado"
do custo da viagem... Só aí é bom escolher o táxi que deseja...
Se o turista dá moleza, os táxis aqui vão tentar levá-lo
para o alojamento que "recomendam" como o melhor. Mas isso acontece
porque eles sempre recebem comissão de hotéis e hospedarias.
O melhor é, sempre que abordar ou for abordado por um
táxi —e isso em qualquer lugar— primeiro perguntar ao motorista se ele pode levar
para um determinado destino .E pergunte se o carro tem taxímetro. Todos os
taxis têm, mas os seus motoristas costumam se esquecer disso. E sempre lembrar-se
de não deixá-los tocar na bagagem até que seu negócio esteja feito. Seja muito
firme sobre o custo e explicar que isso é tudo o que você vai pagar.
Seja firme. Não há taxas de excesso de bagagem, impostos
de circulação ou portagens. Anote o valor num papel e o mostre ao motorista o que
foi acordado para que não haja mal-entendido com o idioma. Só após isso ter
sido firmemente estabelecido entrar no táxi —nunca antes.
E sempre que andar de táxi, estabeleça antes o valor ou
exija o uso do taxímetro. Sempre tenha dinheiro trocado, pois os motoristas
nunca têm troco —uma forma de exigir uma gorjeta. As viagens de táxi não são
caras, mas é preciso tomar cuidado com muitos motoristas. Nem todos são
desonestos, mas sempre tem alguém procurando enganar os incautos.
Luca Maribondo
Umalas | Bali | Indonésia
30/jan./2014









